Hack e PHP: Usando as Linguagens em aplicações Web

Hack e PHP: Usando as Linguagens em aplicações WebO aprimoramento dos processos de desenvolvimento, a necessidade de otimização de recursos e a possibilidade de aumentar a influência e participação no mercado de software tem estimulado grandes companhias a lançar suas próprias linguagens de programação. Isso aconteceu com a Microsoft, o Google, a Apple e agora também o Facebook. Diante do rápido crescimento e a necessidade de uma tecnologia capaz de proporcionar eficiência no desenvolvimento e no processamento, mas ao mesmo tempo permitir a adoção de forma progressiva a companhia criou uma linguagem derivada e que mantém uma relação simbiótica com o PHP, por ser essa a base de seu software web responsável pela rede social de mesmo nome. A linguagem Hack apresenta vários recursos típicos de linguagens compiladas e com tipos estáticos, mas ao mesmo tempo permite o uso e convivência com variáveis, retornos e parâmetros com tipos dinâmicos, típicos de linguagens interpretadas. As técnicas para permitir essa convivência harmônica demonstram ser bastante eficazes, apesar da complexidade adicional que agregam. Realizaremos a comparação entre as linguagens PHP e Hack e analisamos as características, vantagens e desvantagens da novíssima linguagem, que foi anunciada em 2014.

Histórico

Em 2010 um tradutor e compilador PHP chamado HipHop Compiler (HPHPc, na abreviação em inglês) foi anunciado pela equipe do Facebook depois de dois anos de desenvolvimento. Essa ferramenta traduzia códigos em PHP para C++ e depois os compilava num processo que era executado de forma antecipada, em oposição ao comportamento usual do servidor PHP que realiza a compilação no momento que a página/funcionalidade é chamada. Ainda em 2010 uma extensão com pequenas mudanças na linguagem PHP foi criada pela equipe do Facebook para diminuir o tempo de desenvolvimento e permitir que o PHP fosse capaz de compreender fragmentos de documentos XML, conforme o exemplo da Listagem 1. Essa extensão foi chamada de XHP e além de facilitar o desenvolvimento e manutenção da camada de apresentação pelos desenvolvedores front-end também auxiliava em dificultar ataques cross-site scripting.

Listagem 1. Código XHP

 <?php

  if ($_POST[‘name’]) {

    ?><span>Hello, {$_POST[‘name’]}</span><?

  } else {

  ?> echo

      <form method=”post”>

        What is your name?<br />

        <input type=”text” name=”name” />

        <input type=”submit” />

      </form>;

  <?

  }

Todos esses esforços em desenvolver melhorias tanto para a linguagem quanto para o processo de compilação dos softwares em PHP do Facebook têm sido empregados com o intuito de reduzir o overhead derivados da ineficiência em relação ao custo de processamento da forma original de compilação das aplicações desenvolvidas em PHP. Continuando com esses esforços a equipe do Facebook trabalhou no desenvolvimento de um compilador nativo para o PHP, que fosse capaz de gerar binários a partir de código PHP, mas com eficiência superior ao processo de compilação tradicional da linguagem. Nesse sentido, a equipe anunciou em 2012 que estava realizando testes com uma nova máquina virtual chamada HipHop (HHVM, na sigla em inglês) e em 2013 completaram a migração do processo de compilação da HPHPc para a HHVM.

Apesar de ter demonstrado ganhos de eficiência de até 11, 6 vezes com o uso da máquina virtual HipHop dificuldades no processo de desenvolvimento e testes inerentes à ausência de tipos da linguagem PHP motivaram a equipe do Facebook a criar uma nova linguagem, baseada em PHP, que permitisse a inferência de possíveis falhas de programação ainda em tempo de desenvolvimento.

A linguagem Hack

A Hack é uma linguagem de programação lançada em 2014, de código aberto, sob licença BSD, para a máquina virtual HipoHop e que interopera sem problemas com PHP. A Hack concilia o ciclo de desenvolvimento rápido da PHP com a disciplina provida pela definição de tipos de forma estática e permite emprego gradual, adicionando muitas características comumente encontradas em outras linguagens modernas.

A Hack foi criada a partir da extensão da linguagem PHP, introduzindo tipos definidos estaticamente através do conceito de anotação de tipos (type annotation, em inglês). Devido aos tipos definidos o analisador da máquina virtual HipHop pode detectar erros de programação durante o processo de checagem de código ainda em tempo de desenvolvimento.

Essa etapa de checagem de código, conforme a Listagem 2, permite que o analisador verifique todas as dependências de um trecho do código em todos os arquivos do projeto que estão relacionados e permite que se saiba se uma alteração tem reflexos em outros trechos do código da aplicação e informa onde essas alterações impactaram e como.

Listagem 2. Código Hack

 <?hh

  class MinhaClasse {

    public function alpha(): int {

      return 1;

    }

   public function beta(): string {

      return ‘olá teste’;

    }

 }

 function f(MinhaClasse $minha_inst): string {

    //corrija-me!

    return $ minha_inst->alpha();// o analisador detecta um erro aqui

  }

Devido ao fato de a PHP ser uma linguagem com tipos definidos dinamicamente e a Hack ser uma proposta de conversão gradativa e evolutiva as premissas do projeto da linguagem definiram que seria necessário suportar características de PHP que não são comuns em linguagens de tipos definidos de forma estática. Se não fosse adotada essa premissa, os projetos atuais em PHP que fossem ser migrados para a linguagem Hack teriam de ter grande parte dos códigos existentes em PHP reescritos, e essa não é a proposta do Facebook.

Apesar de ser definida pelo Facebook como uma nova linguagem a Hack é uma mistura de extensão do PHP com adição de recursos e mudanças de paradigmas, mas mantendo a compatibilidade com código PHP nativo. A extensão dos arquivos de código continua sendo .php (opcionalmente podendo ser .hh) e o conceito de ligação entre os arquivos de código que compõem um projeto continua sendo através de inclusão (include e require).

Para suportar a característica de falta de escopo léxico a Hack implementou o conceito de tipo não resolvido (unresolved type, em inglês). Isso significa que o verificador adia o momento no qual deduzirá o tipo de uma variável ou do retorno de uma função. O momento no qual se deduzirá o tipo de uma variável será quando houver uma chamada de função ou algum tipo de anotação que determine especificamente que tipo é esperado.

A Máquina Virtual HipHop e a linguagem Hack

A HHVM é uma máquina virtual projetada para executar programas escritos em Hack e PHP e utiliza uma abordagem de compilação JIT para alcançar uma eficiência superior em quanto mantém a flexibilidade de desenvolvimento que o PHP provê. O Facebook alega que o objetivo dessa linguagem é adicionar novas características, mas manter a convivência com o PHP, assim como investir esforços para fazer com que a nova linguagem continue sendo compatível com sua predecessora, conforme as duas evoluam. Essa estratégia de compatibilidade foi implementada através de três conceitos importantes na avaliação do código pela HHVM: tipos por anotação (annotation types, em inglês), modo do hack (hack mode, em inglês) e na combinação de tipos não resolvidos (unresolved types, em inglês) e tracelet.

A HHVM infere sobre tipos latentes (ainda não resolvidos) através da estruturação do JIT vinculado ao conceito de tracelet, que é um bloco básico especializado para um conjunto particular de tipos descobertos em tempo de execução para os valores de entrada. O tracelet permite que a HHVM eficientemente conheça os tipos do programa através da observação do mesmo.

O tipo por anotação permite que seja acrescentada uma definição do tipo na assinatura do método ou na declaração de uma variável ou classe. Como essa definição de tipo é um recurso adicional, caso não seja definido o analisador considerará o código como um PHP tradicional. Entretanto, essa convivência pode gerar conflitos quando uma função define seu tipo de acordo com condições dinâmicas, mas o objeto ou função que venha a chamá-lo em algum momento espere um retorno de um determinado tipo. Para esses casos é invocado o conceito adiamento de definição (unresolved type, em inglês) e tracelet. O analisador continua com a verificação até que em algum trecho do código o tipo não resolvido seja utilizado como se fosse de um determinado tipo e nesse momento ele verifica a compatibilidade de tipos.

Para resolver questões como essa é possível ainda que o programador assuma o controle da verificação e determine que um trecho de código não deva ser analisado considerando tipos. Nesses casos é possível definir o modo da linguagem, informando o nível de análise crítica que a HHVM deve fazer do trecho do código. Com as definições, por exemplo, //partial ou //unsafe é possível criar exceções de blocos de código que fogem à regra geral de tipos definidos estaticamente da Hack.

Com o uso da HHVM o código continua sendo transformado em código nativo somente quando necessário, não sendo necessário um ciclo de compilação anterior, já que essa etapa é feita por um compilador em tempo de execução (JIT Compiler, em inglês).

A HHVM pode ser integrada a IDEs para que a checagem de tipos ocorra de forma automática e transparente para o usuário. Para a plataforma Linux já existem plug-ins para softwares de desenvolvimento (Emacs e Vim). Para permitir essa checagem a máquina virtual disponibiliza um serviço que pode ser chamado pelo comando hh_client, que varrerá o diretório especificado e analisará as dependências e tipos de todos os arquivos PHP do projeto. Esse serviço não só valida o código como aponta onde há erro e qual o erro que deve ser corrigido.

Arquitetura da Máquina Virtual

Foi concebida sabendo da necessidade de uma IDE que seja capaz de fazer a checagem de erros em tempo de desenvolvimento. A solução foi criar um servidor que funciona como um serviço, que mantém o rastreamento das dependências entre os arquivos, classes e métodos e faz checagem de tipo de todos esses arquivos, recalculando os tipos quando alguma coisa é alterada. O monitoramento das mudanças ocorre quando um arquivo é salvo, já que o processo escuta os eventos do kernel de alteração de arquivo em disco.

Os requisitos

Uma das grandes características do PHP é que o desenvolvedor poder alterar parte do código diretamente no servidor, pressionar F5 no navegador e visualizar a alteração imediatamente. A Hack e a HHVM mantêm essa característica e por isso foram determinadas restrições em relação ao desempenho da checagem, como uma latência muito baixa, sendo menos de 200 milissegundos para reavaliar o contexto quando houver mudança em arquivos num cenário de operação cotidiana e alguns segundos quando for feita uma operação de versionamento. Uma segunda premissa foi a de que a HHVM deveria ser capaz de funcionar com controle de versão e ser estável, e por isso testes consistentes foram conduzidos antes de migrar o sistema do Facebook para essa tecnologia, segundo a equipe que desenvolveu a tecnologia.

Outro aspecto importante que foi considerado como condição para o projeto foi a escalabilidade e isso foi resolvido empregando paralelismo de tarefas, cache e execução de tarefas de forma incremental. As checagens de tipo são feitas pontualmente de acordo com a mudança feita, sem verificar tudo novamente, mas sim o que foi alterado (que é monitorado constantemente).

Hack versus PHP

O principal argumento da equipe do Facebook para a criação da linguagem Hack foi a ausência de tipos estáticos e a consequente dificuldade para se automatizar testes de checagem de código. Já a criação da HHVM visou incrementar a eficiência, diminuindo o custo de processamento, e permitir que checagens de código automatizadas fossem feitas em tempo de desenvolvimento, aumentando a produtividade dos programadores através da identificação mais rápida de defeitos. O anúncio da linguagem Hack traz uma séria de recursos que auxiliam na identificação de erro, mas também um novo paradigma para o universo de desenvolvedores PHP, apesar de manter a compatibilidade com códigos legados através de um modelo de convivência entre as linguagens.

O Facebook adotou a linguagem PHP para o desenvolvimento do software da sua rede social e a utiliza desde a sua criação em 2003. Com o crescimento a rede social tem relatado problemas de eficiência e produtividade ao atingir larga escala em desenvolvimento e uso da tecnologia e talvez por isso venha trabalhando no que considera um aperfeiçoamento do PHP, seguindo no sentido de tornar a tecnologia menos flexível para atingir uma melhor eficiência e produtividade. Mesmo o modelo de transição apresentado pela linguagem sendo necessário para a migração gradual de softwares existentes e trazendo flexibilidade e liberdade ao desenvolvedor a convivência entre os paradigmas de tipos dinâmico e estático na mesma linguagem traz complexidade adicional, tanto para o desenvolvedor que deseja aprender a tecnologia quanto para a máquina virtual, que tem de lidar com múltiplos cenários (tipos estáticos, dinâmicos e uma mistura entre os dois em alguns casos). Outro aspecto importante a ser considerado é a falta de suporte ao sistema operacional Windows e a ambientes de desenvolvimento integrado (IDEs) populares no mercado, como PhpStorm, Sublime e NetBeans, já que somente estão disponíveis plug-ins para as ferramentas de desenvolvimento Emacs e Vim, ambas disponíveis somente para Linux e Mac OS.

Apesar de a linguagem PHP suportar oito tipos primitivos (boolean, integer, float, string, array, object resource e null) não é possível definir o tipo de retorno de um método, de uma variável ou de um parâmetro. A exceção ocorre a partir da versão 5.0 e 5.1, nas quais é possível utilizar o conceito de indução de tipo definido pelo usuário ou de um vetor, respectivamente. Entretanto, nos dois casos, a linguagem aceita, nesses casos, receber um parâmetro com valor nulo. Já na linguagem Hack é possível definir os tipos de membros de classe, parâmetro de funções e retorno de funções. Todos os outros tipos são inferidos pela HHVM.

Para permitir a convivência com código PHP tradicional a linguagem Hack introduz o conceito de modo (hack mode, em inglês), que é a definição do nível de rigor ou flexibilidade que deve ser aplicado à checagem. Os modos disponíveis são:

  • strict – Todo o código deve ser no padrão Hack (com tipos anotados) e tudo deve ser checado pela HHVM.
  • partial – O verificador deve checar tudo que for possível, decidindo isso de forma automática e ignorando o que não for possível checar.
  • decl – Nada deve ser checado. Significa que o desenvolvedor deseja usar o PHP nativo.
  • UNSAFE – significa que deve ser criada uma exceção no modo de checagem até que termine o bloco seguinte.

O modo strict não permite o uso de funções que não sejam declaradas/importadas pelo arquivo que está sendo checado. Isso significa que funções que deveriam ser visíveis devido aos includes e requires realizados em etapas anteriores não serão analisadas e consideradas válidas. É possível ainda que haja trechos de códigos (retorno de método, parâmetro ou membro de classe) sem tipo definido. Para isso deve ser usado o modo partial ou decl ou ainda definir um bloco com UNSAFE.

A falta de tipos estáticos em PHP demanda que o desenvolvedor conheça detalhes da implementação ou leia comentários do código (que eventualmente pode não existir ou estar desatualizado) para ter ciência exata dos tipos aceitos e retornados por classes e métodos. Essa questão torna-se ainda mais importante quando vários desenvolvedores trabalham em paralelo no mesmo projeto. Isso pode gerar maior necessidade de comunicação e documentação ou facilitar a inserção de códigos com defeito. Essas demandas, no entanto, podem ser compensadas pelo fato de ser necessário se escrever menos código para executar as mesmas funções do que se escreveria em linguagens com tipos estáticos.

A inferência de tipos realizada pela HHVM, conforme o exemplo da Listagem 3, ocorre através da verificação do uso dos valores de um objeto ou variável e não necessariamente da declaração. Esse conceito é aplicado, por exemplo, a vetores. É possível criar um vetor somente com valores inteiros e adicionar um uma string na posição seguinte. O verificador permitirá isso por que na verdade esse não é um vetor de inteiros, como poderia parecer, mas um vetor de inteiros ainda não resolvido, que parece ser de inteiros, mas ainda não é. Na Hack há um tipo chamado mixed, e nesse caso o verificador infere que esse é o tipo do vetor em questão. Entretanto no momento que for tentado usar o vetor citado como um vetor de inteiros (por exemplo, retornando-o numa função que está declarada tendo como retorno um vetor de inteiros) o verificador vai invalidar o código. Na Tabela 1 comparamos os tipos suportados por cada linguagem.

Listagem 3. Inferência de tipos em Hack

 <?hh

 class MinhaClasse {

    public function fazer_algo():

        Vector<int> {    $v = Vector {1, 2};

        $v[] = “a”;   

         return $v; //neste ponto o verificador aponta erro

    }

 }

Tipo PHP Hack
Boolean sim sim
Integer sim sim
Float sim sim
String sim sim
Array sim sim
Object sim sim
Resource sim sim
Null sim sim
(deve ser definido explicitamente)
Nullable (?int, ?myclassname) não sim
Mixed não sim
Touples não sim
Closures não sim
Collections não sim
Generics não sim
Constraints não sim
Type não sim
Aliasing não Sim

Tabela 1. Tipos suportados pelo PHP e Hack

Na Listagem 4 vemos o uso do aliasing para redefinir o tipo existente (semelhante a função alias no PHP) e dos tipos genéricos (parecido com o que acontece nas linguagens Java e C#) que o PHP não suporta.

Listagem 4. Uso de aliasing e tipos generics

  // Uso de aliasing

  <?hh

 type MyInt = int;

  function foo(MyInt $mi): void {

   //fazer alguma coisa

  }

 //exemplo de uso do tipo generics

  <?hh

  class Box<T> {

    protected T $data;

    public function __construct(T $data) {

      $this->data = $data;

    }

    public function getData(): T {

      return $this->data;

    }

  }

  Box<int> $my_box = new Box<int>();

Características da PHP não suportadas na Hack

Apesar da linguagem Hack ser uma extensão da PHP há características nativas da linguagem original não suportadas na nova linguagem. Entretanto a máquina virtual HipHop suporta todos os recursos nativos do PHP e por isso se o código for aberto pela tag <?php tais recursos podem ser utilizados, mas não estará em uso a linguagem Hack e por consequência nenhum dos recursos da nova linguagem estará presente. Entre os recursos desativados alguns dos mais significativos são o uso de variáveis globais, passagem de valores por referência e marcação para silenciar erros que poderiam ser lançados por uma função.

A linguagem Hack traz características típicas de linguagens com tipos estáticos aliadas a um modelo de convivência com códigos PHP tradicionais, que visivelmente foi mantido para permitir uma transição gradual dos softwares do Facebook. Esse novo paradigma demanda projetos de software e implementações distintas da que a comunidade de desenvolvedores PHP está habituada.

A característica de conceito de tipos definidos em tempo de desenvolvimento requer mais linhas de código e estrutura arquitetural mais rígida e devido à consequente disciplina requerida pode fazer com que haja uma resistência por parte dos programadores pelo fato disso exigir que se abra mão de certa flexibilidade. Por outro lado, acrescenta grande capacidade de automatização de testes e ajuda a evitar erros durante a programação. Devido a incompatibilidades específicas vários softwares livres e proprietários devem demonstrar serem incompatíveis com a nova linguagem no seu modo strict, apesar de poderem ser executados usando a máquina virtual HipHop.

O fato de ser desenvolvida, apoiada e testada por uma empresa de destaque a área de software facilita no convencimento da sua viabilidade e confiabilidade, mas por ser muito recente requer acompanhamento para averiguar se será adotada em larga escala, pela comunidade em geral. Por se tratar de uma mudança de paradigma e apesar do modelo de convivência e das opções de modos da linguagem a mesma aponta mais para uma ruptura gradual com o PHP do que uma evolução em conjunto. A possibilidade de se programar “misturando” as duas linguagens é adequada para permitir uma maior aceitação da mesma no início, mas mesmo o Facebook afirmando que empreenderá esforços para fazer com que a nova linguagem continue sendo compatível com sua predecessora essa convivência tende a ser abandonada a logo prazo e o modo strict tende a se tornar padrão, dada as vantagens que a definição de tipos de forma estática apresenta.

Esperamos que esse artigo tenha lhe ajudado na compreensão das novas tecnologias propostas pelo Facebook e provoque uma reflexão sobre o futuro da linguagem PHP quando confrontada com suas vantagens e desvantagens considerando produtividade, eficiência e o paradigma de tipo que é adicionado pela Hack.

Retirado de:  Hack e PHP: Usando as Linguagens em aplicações Web

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O que é Design Patterns ?

Design Patterns

Design Patterns

Os Design Patterns ou Padrões de Projeto, como são conhecidos, são conceitos ou modelos orientados a objetos visando solucionar problemas no desenvolvimento de softwares. Estes padrões possuem finalidades particulares que podem ser aplicadas para controlar a estrutura, a criação e o comportamento das classes e dos objetos em uma aplicação. Dependendo da situação em que esses projetos forem aplicados, é possível notar uma redução considerável na complexidade do software em virtude da reutilização de código-fonte e de componentes.

Apesar de existir 23 padrões de projeto, é praticamente inviável implementar todos eles em uma única solução, afinal, utilizar padrões de projeto sem um propósito é uma má prática. É preciso haver um motivo real para a implementação, ou seja, uma situação em que se pode comprovar de que o padrão de projeto será uma solução adequada para o problema. Caso contrário, a implementação pode aumentar a complexidade do programa e afetar também o desempenho da aplicação.

Uma das dúvidas mais frequentes relacionadas a padrões de projeto é saber onde, quando e como utilizá-los. Em primeiro lugar, o engenheiro de software deve ter sólidos conhecimentos em Programação Orientada a Objetos e um bom nível de abstração, ou seja, a Orientação a Objetos é a base essencial para compreender os padrões de projeto. Em segundo lugar, é necessário conhecer o objetivo principal de cada padrão de projeto para que seja possível fazer um estudo da viabilidade para solucionar um problema no software. No entanto, mesmo com esse conhecimento técnico, é comum alguns engenheiros não conseguirem identificar as situações ou os módulos que devem receber a implementação dos padrões. Portanto, em terceiro lugar, o profissional também deve ter um domínio satisfatório da regra de negócio do cliente. A consolidação de todas essas experiências é o que permite a seleção e a aplicação consciente dos padrões de projeto no desenvolvimento do software.

Fonte: Profissionais TI

O que são Cron Jobs

Cron JobsO que são e como usar as Cron Jobs?

Hoje precisei criar uma rotina que em determinado horário ele executa um script em php automaticamente para mim todos os dias no mesmo horário, portanto em pesquisa descobri o Cron Job.

O que são as Cron Jobs?

As Cron Jobs são como as Tarefas Agendadas do Windows: são tarefas executadas automaticamente de X em X tempos… Fazendo uma analogia à vida real é quando você tira o lixo pra fora ou arruma seu quarto, provavelmente você faz isso seguindo sempre um mesmo intervalo de tempo… De 2 em 2 dias, de 1 em 1 semana e por ai vai.

O termo “Cron Job” (também só chamado de cron) está mais ligado a sistemas UNIX do que Windows mesmo… Por isso o que vou falar aqui só se encaixa no Linux. Se você usa Windows é só dar uma olhada nas tarefas agendadas que você vai ter uma interface completa para trabalhar com as Tarefas Agendadas.

Pra que usar uma Cron Job em um site/sistema online?

Acho que o propósito mais comum de uma Cron Job seja a rotina de backup… Scripts que rodam diariamente (ou até mais demorados) e que fazem o backup do site e do banco de dados.

Você pode criar uma cron para quase qualquer coisa, mas geralmente são para atualização, limpeza, backup e etc.

Como criar uma Cron Job?

Se o seu site roda em algum servidor especializado e você tem um painel de controle como o cPanel recomendo que dê uma olhada lá pois existe uma interface web prontinha para gerenciar as crons… se você não tem esse painel ou não tem acesso à ele vai ter que ir direto ao shell / terminal do seu servidor e começar a gastar o dedo.

A definição de uma cron job consiste em uma linha com 6 valores separados por espaço, assim:

minuto hora dia mes dia-da-semana linha-de-comando

Vamos a alguns exemplos de configuração de tempo antes de criar a cron em si:

Cron Job que rode todo dia as 06:00am

0 6 * * * linha-de-comando

Cron Job que rode as 12:30am de segunda e sexta

30 12 * * 1,5 linha-de-comando

Cron Job que rode a meia-noite de três em três dias

0 0 */3 * * linha-de-comando

Cron Job que rode todo dia a cada duas horas

0 */2 * * * linha-de-comando

A linha-de-comando

É um comando que você usaria normalmente para iniciar um script ou chamar um wget. :)

Instalando suas Cron Jobs

Agora é só salvar o conteúdo das suas crons, uma por linha em um arquivo chamado cron.txt e colocar uma linha assim no começo (primeira linha) do arquivo:

MAILTO=meuemail@meudominio.com

Isso fará com que os erros sejam enviados para o e-mail determinado.

Depois é só ir no terminal/shell e chamar o comando:

crontab cron.txt

Se nada der errado a cron foi instalada com sucesso e você pode vê-la na lista de crons que estão rodando:

crontab -l

Administração: Registrando sua empresa

Registrando sua empresaO registro de uma empresa compreende os procedimentos burocráticos necessários para a formalização do empreendimento. Esse registro varia de acordo com a região onde ela se encontra e depende do tipo de sociedade constituída.

 

 

Junta Comercial

Registrando sua empresa

Registrando sua empresa na Junta Comercial

É o órgão estadual onde será registrado o nome da empresa. Antes de registrá-la, é feita uma pesquisa para saber se já existe alguma empresa registrada com o mesmo nome.

 

Receita Federal

 Receita Federal

Receita Federal

É órgão que regulamenta e fiscaliza a vida financeira das empresas. Para fazer essa fiscalização é registrado o CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – da empresa, que é o CPF das empresas.

 

 

Secretaria da Fazenda

Registrando sua empresa no Ministério da Fazenda

Registrando sua empresa no Ministério da Fazenda

Devem ser registradas nesse órgão as empresas que trabalham com venda de mercadorias. No ato do registro, as empresas recebem um número chamado Inscrição Estadual.

 

Instituto Nacional de Seguro Social (INSS)

É o órgão do Governo Federal que faz o pagamento dos aposentados e pensionistas, de auxílio-doença, entre outros benefícios. Ele é calculado por meio de um percentual retirado do salário do trabalhador. Esse percentual está de acordo com a sua faixa salarial.

 

Sindicatos

São organizações que protegem os direitos dos trabalhadores de determinadas classes de trabalho.

Existem também os Sindicatos Patronais, que protegem os direitos das empresas e dos patrões. As empresas devem ser registradas nos dois sindicatos obrigatoriamente.

Órgãos de Classe

São órgãos federais e estaduais que representam profissionais de uma determinada classe. A empresa deve ser registrada em órgãos de classe, para saber se os profissionais contratados são registrados e habilitados.

ÓRGÃOS DE CLASSE
Devem ser Registrados no(a):
Administradores CRA – Conselho Regional de Administração
Enfermeiros COREN – Conselho Regional de Enfermagem
Analista de Sistemas CREI – Conselho Regional de Informática
Educador Físico CREF – Conselho Regional de Educação Física
Corretor de Imóveis CRECI – Conselho Regional de Corretores de Imóveis
Psicólogos CRP – Conselho Regional de Psicologia

 

Bibliografia

CONARQ – Conselho Nacional de Arquivos

CAMARGO, Ana Maria de Almeida; BELLOTTO, Heloisa Liberalli.

CHIAVENTAO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração: Uma visão abrangente da moderna Administração das organizações – 7ª Ed. Rev. E Atual. – Rio de Janeiro: Elsevir, 2003.

 

Conformidade legal do software: como administrar?

Conformidade legal do software: como administrar?Na era do SDx, software é um elemento difundido em quase todos os produtos e processos, e com o tempo, as fontes estão sendo multiplicadas. Elas incluem desenvolvimento interno, fornecedores de sub-sistemas e chips, contratos terceirizados, repositórios de código aberto e trabalhos anteriores de desenvolvedores. E, diferente de hardware, o software é facilmente acessado, replicado, copiado e reutilizado. A adoção não-gerenciada e a falta de cuidado com licenciamento e direitos autorais pode se transformar em uma grande dor de cabeça. Inúmeros processos judiciais destacam os riscos do negócio e os enormes custos quando a conformidade legal do software não é feita corretamente – custos decorrentes de processos judiciais, recalls, correções de problemas pós-lançamento e perda de oportunidades de marketing.

Principais aspectos da conformidade legal Garantir conformidade para obrigações legais implica seguir três principais aspectos:

  1. Definição de uma política corporativa (ou específica) de propriedade intelectual que precisa ser usada para todos os serviços e produtos associados.
  2. Auditoria de software para determinar todas as implicações legais associadas à política de propriedade intelectual.
  3. Correções necessárias – legais ou de desenvolvimento intensivo – para que todos os componentes de softwares fiquem de acordo com a política de propriedade intelectual.

A política deve ser definida de acordo com ambos os objetivos de negócio da organização e dos processos de engenharia. O processo requer, portanto, o envolvimento de administradores de negócios e engenharias, além de um conselho legal. A política deve ser clara e aplicável. Deve ser captada para distribuição e aplicação no desenvolvimento e qualidade de serviços de seguros.

Sob a perspectiva de um comprador de software corporativo, todos os softwares escritos externamente devem passar por uma auditoria sobre a política de propriedade intelectual da empresa. Se o software já passou por isso do lado do fornecedor, então melhor ainda, mas é importante considerar a utilização do software em nível corporativo.

Questões de propriedade intelectual afetam mais do que o conteúdo do software: elas interferem na utilização e as empresas devem estar cientes dos potenciais problemas de conformidade em toda a cadeia. Auditoria e detecção podem ser realizadas por ferramentas automatizadas ou por meio de auditoria manual.

Qualquer “conserto” necessário para tornar o software legalmente aceitável pode ser complexo. Alguns componentes podem precisar de substituições completas devido a possíveis infrações. Isso pode sair caro, já que os novos componentes de softwares precisam ser encontrados e o software, em geral, terá de ser testado novamente.

Em outros casos, talvez seja suficiente formalizar a assunção de obrigações requeridas por licenciamento ou direitos autorais e assegurar o acompanhamento. Em todos os casos, quanto mais cedo às questões legais forem resolvidas menores serão os gastos para as empresas caso ocorra algum problema.

As obrigações legais vão além do processo de desenvolvimento e precisam ser tratadas com concepção. Os elementos críticos de uma gestão efetiva de software de IP em uma organização são:

  1. Existência de uma política de IP para cada processo e um procedimento para disseminá-lo e aplicá-lo. As políticas corporativas de propriedade intelectual devem ser baseadas nos objetivos de negócios das empresas e devem ser claros e aplicáveis.
  2. Processos e ferramentas para determinar as obrigações legais e administrar a propriedade intelectual do software criado e/ou adquirido na organização.
  3. Software que Lista de Materiais (da sigla em inglês, BoM) que registra completamente os componentes do produto, sua proveniência e as obrigações de licenciamento que ele acarreta. Um BoM adequado é fundamental para determinar as obrigações legais de um software.
  4. Seguro e suporte para consumidores preocupados com a qualidade e situação de IP do software oferecido.

Esses elementos fornecem uma base para as obrigações legais necessárias para a utilização segura de um software. Integrar medidas conscientes para cumprimento das normas no processo de desenvolvimento, além de incorporar aspectos de administração efetiva de propriedade intelectual dos softwares na organização agora são questões essenciais para qualquer entidade preocupada com softwares.

FONTE: CIO

A evolução da raça canina

Os cães são descentes próximos dos lobos, animais que costumavam ser anti-sociais e não gostar da presença humana, porém com o tempo, alguns desses animais foram evoluindo e crescendo em meio ao convívio humano. Nesse período de evolução ocorreu a divisão dos lobos em duas classes distintas, a dos lobos selvagens e a dos que aceitavam a presença humana.

Genealogia dos cães e sua evolução

Com o passar das épocas estas duas classes foram se distinguindo cada vez mais, os lobos desenvolveram-se pra caça, uma vez que não eram alimentados por nós seres humanos, já os “lobos amigáveis” foram ficando cada vez mais próximos de nós. E 15 mil anos depois desse início de amizade, ganharam o nome de Canis familiaris, separando-se totalmente, ou quase, da espécie que descendia. Alguns hábitos foram mantidos, porém alguns cães foram deixando de lado a caça como meio de sobrevivência e também deixando de se juntar em matilhas e passando a viver com a família do seu dono.

Evolução dos Cães

As características que permaneceram, como habilidade de caça e de proteger o ambiente em que vive, por exemplo, foram sendo utilizadas pelo homem através do tempo como forma de auxiliar a vida humana, facilitando trabalhos que antes eram mais difíceis de executar.

Cães Pastoreiros

Por volta de 9.000 a.C. os cães começaram a serem utilizados em pastoreio de gado e ovelhas, onde eram ensinados a guiá-los e protegê-los até mesmo dos lobos selvagens. Gerando assim uma “sensação” com os animais que passaram a ser altamente cobiçados. Estes animais basicamente eram empregados e trabalhavam pra comer, que era como um pagamento pelos serviços prestados.

Cachorros domesticados

Com a revolução industrial algumas coisas mudaram, muitos cães foram ficando “desempregados” devido à migração em massa das pessoas do campo, para a cidade e assim muitos acabaram morrendo, resultando assim em uma peneiragem dos animais, que só passavam a ser criados nas cidades se fossem suficientemente de raça dócil.

Divisão de raças

Deixando de ser usados como cães de caça, alguns cães passaram a ser usados em rinhas ou exibidos em dog shows que tiverem início na década de 1830, onde os prêmios eram divididos por raças, o que acabou por gerar estimulo para criação de novas raças que resultou nessa variedade de animais que existentes e que surgem a cada ano.

Com toda certeza essa corrida por novas raças veio pra ficar, de maneira que futuramente os cães podem ser ainda mais diferentes do que foram um dia ou do que são hoje, pois as raças estão em contínua mutação, seja ela com a ajuda do homem, ou não.

Fonte: Dogdogs

O que é necessário para abrir uma empresa

Para abrir uma empresa, você deve ter uma iniciativa empreendedora. O segundo passo é a definição do negócio.

Ao iniciar um negócio próprio é necessário:

Abrindo uma Empresa

Abrindo uma Empresa

  •  Tomar Decisões: Quando você administra, está tomando decisões, e vice-versa. Decisões são escolhas que você faz com resultado da análise de alternativas que surgem da avaliação de problemas e oportunidades;
  • Trabalhar com as pessoas: O principal recurso das empresas são as pessoas. O administrador ou empreendedor precisa de pessoas para fazer a empresa funcionar, alcançar objetivos e crescer. Para trabalhar de forma certa o gestor precisa trabalhar com liderança, motivação e negociação;
  • Processar Informações: Você precisa interpretar, entender e analisar as informações para tomar decisões corretas sobre o desempenho das pessoas e da empresa. Existem diversas órgãos que fornecem orientações e apoio para a criação de uma empresa. Relacionaremos abaixo alguns dos mais importantes.

Procure um Contador

Abrir uma empresa não requer apenas o capital e a escolha do negócio. Para resolver os tramites legais e burocráticos, procure um contador. Deve-se escolher um profissional com experiência para que a abertura da empresa seja feita da forma mais correta e o mais rápido possível.

Incubadoras

Muitas pessoas tem uma ideia e vontade de abrir uma empresa, mas enfrentam dificuldades, como capital insuficiente, desconhecimento do mercado e inexperiência administrativa e, por conta disso, acabam fechando as portas antes de completar uma não de existência. As incubadoras oferecem apoio necessário às pequenas empresas nos seus primeiros anos de existência.

Órgãos de Informação e apoio

Além das incubadoras, podemos recorrer a inúmeros órgãos que apoiam as pequenas empresas com relação a informação, apoio e financiamentos.

Identificando as Oportunidades

Uma pessoa com perfil empreendedor consegue identificar as oportunidades simplesmente ao andar pelas ruas e observar os empreendimentos já estabelecidos, as pessoas e os nichos de mercado, diferente das pessoas comuns.

Necessidade dos Consumidores

Um empreendedor consegue identificar as necessidades dos consumidores e desenvolver negócios baseados nessas necessidades. Um exemplo hoje em dia é o marido de aluguel (profissional que faz serviços elétricos, hidráulicos, de pintura, instalações e pequenos reparos em residências, inicialmente criado para atender a necessidade de mulheres divorciadas e solteiras, mas que se expandiu e hoje atende até empresas).

Aperfeiçoamento do Negócio

A observação da insatisfação ou de novas necessidades dos clientes por meio de pesquisa de satisfação pode aperfeiçoar e adequar seu produto ou seus serviços aos clientes, como, por exemplo, delivery, melhoria no atendimento aos clientes, inserção de novos produtos, programa de fidelidade e etc.

Análise de Riscos

O empreendedor deve conhecer todos os pontos que oferecem riscos ao negócio. Esses pontos podem oferecer maiores ou menores riscos.

A análise deve ser permanente devido à evolução do ambiente organizacional; caso apareçam situações de ameça, a organização deve estar preparada para enfrentá-las.

 

Bibliografia

CONARQ – Conselho Nacional de Arquivos

CAMARGO, Ana Maria de Almeida; BELLOTTO, Heloisa Liberalli.

CHIAVENTAO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração: Uma visão abrangente da moderna Administração das organizações – 7ª Ed. Rev. E Atual. – Rio de Janeiro: Elsevir, 2003.