Leishmanione Canina

A leishmaniose canina é uma doença causada por protozoários do gênero Leishmania, principalmente pelas espécies Leishmania infantum (Leishmania chagasi) e Leishmania braziliensis.

mosquito

Clogmia albipunctata

O elo principal na cadeia de transmissão desses protozoários é um pequeno e frágil inseto da família dos Psychodidae. Esta família inclui vários gêneros de moscas hematófagas, incluindo os principais vetores de transmissão da leishmaniose, bartonelose e febre por flebótomos. Apesar dos avanços nas pesquisas sobre a leishmaniose canina obtidos nas últimas cinco décadas, a doença continua a representar um grave problema para o clínico veterinário e para profissionais de saúde pública no Brasil e em outros focos da doença pelo mundo afora.

Afortunadamente, nos últimos anos, as indústrias farmacêuticas têm investido muito em pesquisa e desenvolvimento. Por exemplo, novas ferramentas de prevenção como pipetas spot-on ou coleiras com repelentes e vacinas têm sido registradas em diversos países, incluindo no Brasil. Esses avanços têm ajudado médicos veterinários de vários países a prevenir o risco de infecção em cães que vivem diariamente expostos aos vetores e, por conseguinte, ao risco de infecção. Na Europa, inclusive, já existem fármacos registrados no mercado veterinário para o tratamento da leishmaniose canina. Na verdade, a disponibilidade de fármacos no mercado veterinário tem ajudado bastante no manejo do paciente canino com leishmaniose.

No Brasil, existem vacinas e repelentes que podem auxiliar na prevenção da leishmaniose canina. Da mesma forma, na Europa os cães são tradados regularmente há muito tempo com produtos repelentes e recentemente uma nova vacina foi registrada para prevenção da leishmaniose canina. Todos os cães infectados, uma vez individuados, precisam ser tratados. De fato, embora seja praticado há anos na Europa, o tratamento da doença ainda permanece um dos trasuntos mais polêmicos no Brasil. As evidências científicas demonstram que os cães tratados melhoram clinicamente e que há uma redução da carga parasitária e, consequentemente, do risco de transmissão da infecção aos vetores, também porque todos os cães em tratamento precisam estar protegidos com repelentes. Contudo, as autoridades de saúde pública e até mesmo o Conselho Federal de Medicina defendem que o tratamento não deveria ser realizado até meados de 2017.

Veja abaixo o vídeo da entrevista do nosso conhecido Drauzio Varella com o médico veterinário Vitor Márcio Ribeiro que explica os sintomas as formas de prevenção. De acordo com a explicação a Leishmaniose não passa diretamente do cão para o humano, é preciso haver a picada do mosquito palha infectado.

 

Princípios da Economia: lei da oferta e demanda

A procura, ou demanda, reflete o que se deseja consumir. Significa ter predisposição à compra, enquanto comprar é efetuar uma aquisição.
Uma representa a intenção, enquanto a outra, a ação. Por sua vez, a oferta tem a ver com o propósito principal por que as empresas se motivam a fabricar seus produtos. Da mesma forma que ocorre no caso da demanda, é importante distinguir a diferença entre oferecer e vender. Oferecer é ter a intenção ou estar disposto a vender, enquanto vender é fazê-lo realmente. Portanto, a oferta é regida pelo intuito de venda dos  produtores.
A lei da oferta e da procura, então, pretende coordenar o humor do mercado mediante as escolhas de seu público em relação aos produtos e serviços oferecidos. Do equilíbrio entre eventualidade e efetividade de compra resulta a quantidade e o preço razoáveis a que deve ser transacionado cada bem.

Implicitamente compradores e vendedores pactuam o preço de um bem ou serviço e pelo valor apropriado ocorrem as transações. Os preços influenciam as decisões de produtores e consumidores no mercado.
Preços baixos estimulam o consumo e inibem a produção, enquanto o inverso reduz o consumo e encoraja a produção.
De modo conclusivo, oferta e demanda são as forças que movem a economia de mercado. Determinam em que quantidade se deve produzir um produto e a que preço deve ser vendido.
Tudo gira em torno da relação entre empresas e consumidores. Desse convívio nascem os estímulos à procura, oferta e formação de preços. De um lado, se acha a demanda, onde se concentram as necessidades individuais de consumo. Do outro, a oferta, representando as empresas e seus produtos ou serviços. Entre ambas emerge o mercado, lugar em que se acomoda o intercâmbio de interesses.

O modelo abaixo de oferta e demanda descreve como os preços variam de acordo com o equilíbrio entre a oferta e a procura. O gráfico mostra um aumento na procura de D1 para D2 e o consequente aumento no preço e na quantidade necessário para se atingir um novo ponto de equilíbrio na curva de oferta (S).

lei-da-demanda-e-da-oferta

Definindo a Demonstração de Resultados do Exercício (DRE)

A Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) de uma empresa é uma forma de apresentação ordenada da receita e das despesas do exercício. Normalmente, a DRE  apresenta o desempenho econômico financeiro de períodos específicos referentes às operações fabris ou do negócio exercido por uma empresa. Esse demonstrativo pode, portanto, refletir o desempenho mensal, trimestral, semestral ou mesmo anual de uma empresa analisada, e assim atender às demandas de seus acionistas e controladores ou mesmo, às exigências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para as empresas de capital aberto. A DRE apresenta-se de forma dedutiva (uma análise vertical), onde das receitas subtraem-se as despesas gerando-se o resultado (lucro ou prejuízo).

É importante destacar que a DRE pode ser feita de forma simples ou completa. Quando o administrador está trabalhando em uma empresa de menor porte, ou seja, micro ou  pequena, a DRE pode ser mais simplificada. Quando tratar-se empresa de grande porte ou mesmo uma S.A., a Lei exigirá que seja elaborada a DRE na sua forma completa, com o total detalhamento de cada conta de receita, despesas, custos e deduções que impactam na apuração do resultado final. A seguir, na abaixo, segue um modelo de DRE simplificada da Indústria Indústria ABC Alimentos Ltda.

DRE da Indústria ABC Alimentos Ltda.

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O que é planejamento orçamentário e qual sua importância?

O Planejamento Orçamentário é o trabalho periódico – mensal, trimestral, semestral ou anual  desenvolvido pelo profissional de finanças no sentido de analisar o desempenho passado, presente e futuro estimado da empresa, de forma a facilitar o profundo entendimento do negócio. Através do Planejamento Orçamentário, torna-se possível uma administração mais eficiente e eficaz, provendo a empresa dos recursos necessários para que atinja suas metas de desempenho, bem como corrigindo eventuais desvios em seus objetivos, com vistas sempre a atender às expectativas de desempenho financeiro de seus acionistas e controladores.

Sendo assim, quando nos referimos ao Orçamento Empresarial, estamos na verdade pensando na capacidade de análise de desempenho e de resultados, bem como na projeção desses mesmos números com o objetivo de maximizar o planejamento financeiro da organização em questão. Segundo Hoji (2008,p. 423) o orçamento geral é composto pelos seguintes orçamentos específicos:

  • Orçamento de vendas;
  • Orçamento de produção;
  • Orçamento de matérias-primas;
  • Orçamento de mão de obra direta;
  • Orçamento de custos indiretos de fabricação;
  • Orçamento de custo de produção;
  • Orçamento de despesas de vendas e administrativas;
  • Orçamento de investimentos;
  • Orçamento de aplicação financeira e financiamentos;
  • Análise das movimentações financeiras;
  • Demonstração do fluxo de caixa descontado;
  • Demonstração do resultado projetado.

Administração Financeira: Orçamento e suas Características

Segundo Hoji (2008, p. 413), toda decisão empresarial de caráter financeiro deve ser tomada com base em informações contábeis e financeiras adequadamente estruturadas. Sendo que um dos instrumentos mais importantes utilizados em tomadas de decisão financeiras é o orçamento geral empresarial.

Pensando em orçamento, estamos na realidade tratando do planejamento estratégico de uma empresa (apresentado sob a forma de números e relatórios) preparados pelos profissionais de finanças normalmente responsáveis pela sua periódica elaboração e publicação. Assim, cada ação planejada pela Administração da Organização para cada setor de operação, exigirá o desenvolvimento de orçamentos específicos.

Segundo Hoji, o orçamento é um modelo de mensuração que avalia e demonstra, por meio de projeções, os desempenhos econômicos e financeiros da empresa, bem como das unidades que a compõem. Assim, os profissionais responsáveis por cada unidade (ou departamento) dentro da empresa devem implementar o Orçamento aprovado pela Alta Administração, e acompanhá-lo com base no sistema de informações gerenciais, efetuando os ajustes e relatórios ao longo das atividades nos períodos analisados e reportados durante o ano.

Para melhor entendimento vamos tratar de por exemplo das empresas industriais que elaboram o seu orçamento geral com base nas informações coletadas e analisadas dos seguintes setores:

  • Orçamento de Vendas;
  • Orçamento de Produção;
  • Orçamento de Matérias Primas;
  • Orçamento de Mão-de-Obra;
  • Orçamentos de Custos;
  • Orçamento de Despesas;
  • Orçamento de Investimentos;
  • Orçamento de Caixa e Orçamento de Resultados.

Desta maneira, de posse destas informações levantadas junto aos departamentos e pessoal responsável por sua coleta e elaboração, o departamento de Orçamentos (normalmente localizado na Controladoria da empresa) poderá consolidá-las no Orçamento Geral.

O que é um Controller e qual é o seu Papel nas organizações?

Segundo J.B. Heckert e J.D. Wilson (in Hoji, 2008, p. 413), “Ao controller não compete o comando do navio, tarefa que cabe ao principal executivo; o controller representa na empresa o navegador que cuida dos mapas da navegação. Sua função é manter informado o comandante quanto à distância percorrida pela embarcação, ao local em que se encontra, à sua velocidade, à resistência que encontra, aos desvios da rota, aos recifes perigosos e aos caminhos traçados nos mapas, para que todos cheguem ao destino final.”

O principal objetivo deste profissional seria, portanto, a visualização e organização das informações econômico-financeiras e gerenciais a partir dos dados e informações contabilizadas nos sistemas. Por outro lado, atualmente esta opinião tradicional vem perdendo terreno para a defesa de um papel mais ativo do Controller na administração da empresa, no qual cabe inclusive a tomada de decisões estratégicas, e a análise de cenários referentes ao desempenho futuro dos negócios da empresa.

Somado a estas funções de caráter estratégico, pode-se enxergar o papel do Controller nas organizações modernas como um importante colaborador no que se refere ao suprimento de informações para as tomadas de decisões comerciais e industriais. Decisões estas que se tornam valiosas para a empresa quando este profissional traz consigo dados, informações e conhecimentos ligados às áreas financeira, tributária, jurídica, contábil e operacional cruciais neste processo.

Toda empresa precisa efetuar a administração financeira de forma a poder estabelecer com antecedência todos os seus movimentos, prever as necessidades (ou excessos) de recursos financeiros e poder definir as estratégias necessárias para serem postas em prática dado os seus objetivos definidos para os exercícios futuros. Sabemos que todo objetivo, seja ele de curto, médio ou longo prazo somente poderá ser atingido com um planejamento estratégico e financeiro adequados às realidades da empresa.

Hoji (2008, p. 415) classifica os princípios de planejamento financeiro em gerais e específicos. Sendo os princípios gerais assim definidos:

  1. Princípio da Contribuição aos Objetivos: Voltado ao atingimento das metas (ou objetivos máximos) da empresa. Para tanto, defende a hierarquização dos objetivos estabelecidos dos mais importantes aos menos importantes;
  2. Princípio da Precedência: Estabelece o ordenamento das funções administrativas, como organização, direção e controle.
  3. Princípio da Maior Penetração e Abrangência: Que analisa os impactos na empresa de cada ação tomada.
  4. Princípio da Maior Eficiência, Eficácia e Efetividade: Todo planejamento deve minimizar deficiências e maximizar os resultados para a empresa.

Enquanto que os princípios específicos de planejamento estão assim definidos:

  1. Planejamento Participativo: Trata-se da defesa da participação de todos os envolvidos no processo de planejamento em uma empresa.
  2. Planejamento Coordenado: Apesar de muitos aspectos serem diferentes no processo de planejamento, há sempre uma ligação entra cada ação tomada, ou seja, uma interdependência destes aspectos entre si.
  3. Planejamento Integrado: Este princípio defende a definição da estratégia de planejamento tomada no topo da Organização e as ações e desenvolvimento efetuada nos seus níveis médio e inferior.
  4. Planejamento Permanente: Princípio que defende a constante revisão e atualização do planejamento face à dinâmica do mercado e da empresa.

Como podemos observar existe uma cultura de planejamento que exige metodologia e cuidado de forma a efetivamente atender os objetivos dos administradores e da organização.

A importância dos sistemas de informações gerenciais para a administração financeira

Sabe-se que a origem de toda informação econômico financeira precisa ser confiável e está baseada em um sistema de informações financeiras e gerenciais desenvolvido e mantido pela empresa. Toda Organização moderna e realmente inserida em um mercado de capitais globalizado e altamente competitivo não pode prescindir de manter em sua estrutura administrativa uma equipa responsável por informações financeiras gerenciais confiáveis que garantirão a manutenção do negócio e a competitividade de suas operações em seu mercado consumidor.

Neste sentido, e conforme definido por Hoji (2008, p. 411), o Sistema de Informações Gerencial pode ser entendido como um conjunto de subsistemas de informações que processam dados e informações para fornecer subsídios ao processo de gestão de uma empresa. Onde os ‘dados’ são os elementos potencialmente úteis em sua forma bruta, mas não têm valor imediato analisados em separado, pois não transmitem a ideia clara de determinado fato ou situação. Enquanto que as ‘informações’ são o resultado de um dado ou um conjunto de dados adequadamente processados para que o usuário final consiga compreendê-las e possa tomar decisões a partir destas.

Sendo assim, sabemos que o mundo globalizado no qual as empresas encontram-se inseridas acaba por impor uma série de desafios aos administradores financeiros. E isto ocorre em razão do mercado exigir, a cada dia, e a todo instante, informações mais rápidas e mais precisas. Neste sentido, os dados e os números financeiros reportados precisam ser constantemente fornecidos aos agentes econômicos, mercado financeiro, acionistas e demais investidores com precisão e periodicidade.

Com isso a agilidade e a confiabilidade de um sistema de informações gerenciais são o resultado da qualidade e do grau de transparência e informatização da empresa analisada. Normalmente, os sistemas operacionais de controle das informações gerenciais permitem, a princípio, o registro de todas as transações efetuadas pela Administração em cada um dos sistemas específicos existentes nos diversos departamentos da empresa. Enquanto que a integração destes diversos sistemas é
que permite a conversão de informações aparentemente complexas e puramente matemáticas em dados perfeitamente utilizáveis pelos administradores na tomada de decisões gerenciais, gestão dos negócios, e demais demandas existentes no dia a dia das operações da empresa.

Os sistemas gerenciais presentes nas empresas foram projetados para permitirem o manuseio de diversas informações ao mesmo tempo, ou seja, de forma paralela e assim de forma integrada dar suporte às transações comerciais e seus efeitos contábeis, financeiros e gerenciais. Logo, vemos os sistemas gerenciais serem projetados para permitir a administração e a análise das informações por tipo de negócio (por exemplo, contas a pagar, contas a receber ou estoques), segundo as mais modernas práticas de geração de informações, e voltadas à melhor administração do negócio.

A Figura abaixo mostra um modelo de integração das informações que deve existir entre o Sistema da Contabilidade, o Sistema de Contas a Pagar, o Sistema de Contas a Receber e o Sistema da Tesouraria. Esta integração é necessária para que os dados gerados por cada um dos sistemas integrantes do Processo de Contas a Pagar e Contas a Receber, por exemplo, se ‘conversem’ dentro da empresa, e assim oferecendo bases para a geração de informações importantes e cruciais para o Sistema da Tesouraria.

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As vantagens desta integração entre os diversos sistemas captadores e geradores de informações contábeis, financeiras e gerenciais é a racionalização dos processos e agilização das informações obtidas em uma mesma base de dados.